Oficina de Expressão Corporal do Adus promove valorização dos refugiados

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Oficina de Expressão Corporal do Adus promove valorização dos refugiados

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Texto: Letícia Ishiyama / Fotos: Erika Omori

Programa conta com a parceria do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR)

Participantes durante Oficina de Expressão Corporal

Na última terça-feira (7), o Adus, Instituto de Reintegração do Refugiado, deu início a mais um ciclo da Oficina de Expressão Corporal, iniciativa do projeto de Saúde Mental da ONG e que conta com o apoio e financiamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). O objetivo da oficina é promover a integração das pessoas em situação de refúgio por meio de expressões artísticas (canto, dança, atuação), pela memória e pela cultura de cada um.

O ator e diretor de teatro Lucas George é o responsável por conduzir as aulas. O professor enfatiza que esse tempo que os refugiados passam lá serve para terem um olhar para si mesmos, em um ambiente onde eles têm liberdade para se expressarem livremente, sem julgamentos. “Durante pouco mais de uma hora as pessoas devem focar exclusivamente nelas e esquecer o mundo lá fora”, explica George.

Para a coordenadora do projeto de Saúde Mental, Bárbara Costa Ferreira, a realização do programa só é possível pelo fato de a ONG contar com o apoio do ACNUR. “Além dos atendimentos individuais e em grupos, as oficinas complementam a proposta de Saúde Mental. Todas as atividades são fundamentais para conseguirmos promover de fato a integração dos refugiados e auxiliá-los na reconstrução de suas vidas”, destaca.

Atividade visa promover integração e auxiliar na reconstrução da vida do refugiado

A primeira oficina deste ano contou com a participação de dez refugiados. Pessoas da República Democrática do Congo e do Benin, entre outros países, fizeram alguns exercícios de expressão corporal e depois, em grupos, contaram uma lembrança de infância como se fosse uma memória fotográfica. George ressalta que, apesar das nacionalidades diversas, a língua não é uma barreira, pois eles utilizam outras ferramentas para comunicação, que não se limita à verbal. “As possibilidades de interação são muitas e a linguagem não-verbal favorece a troca de experiências entre os participantes. Há um reconhecimento de todos”.

O sentimento depois do primeiro encontro foi de “quero mais”, de acordo com os participantes. Dois deles, ambos da República Democrática do Congo, disseram que querem fazer mais aulas e que gostaram muito. Bárbara explica que, para grande parte dos refugiados, a oficina de expressão corporal é algo totalmente novo, e isso gera muita curiosidade. O intuito é fazer com que mais pessoas participem ao longo do ano.

O primeiro ciclo da Oficina de Expressão Corporal terá oito encontros ao todo, cada um durando 90 minutos. Eles ocorrem às terças, das 16h às 17h30, na sede do Adus, no centro da capital paulista.

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