Edição da Feirinha Étnica do Adus na SP Escola de Teatro é sucesso de público em São Paulo

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Edição da Feirinha Étnica do Adus na SP Escola de Teatro é sucesso de público em São Paulo

Evento atraiu centenas pessoas, que puderam conhecer um pouco da cultura dos refugiados por meio da gastronomia e artesanato

Texto: Igor Férva / Fotos: Fabiana Ferraresso

O Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado – promoveu no sábado (23) mais uma edição de sua Feirinha Étnica, desta vez em parceria com a SP Escola de Teatro, localizada na Praça Roosevelt, região central da capital paulista. O evento contou com a presença de refugiados, pessoas em situação análoga ao refúgio e imigrantes que expuseram seus trabalhos em diversos estandes na escola. Participantes da Síria, Nigéria, Paquistão, Haiti, Senegal e Guiana Inglesa trouxeram para a feira, artesanatos, quadros, camisas, tecidos, turbantes, bonecas, perfumes e comidas típicas, entre outros produtos.

A feira chamou atenção de centenas de pessoas que passavam pela praça. Muitas delas ficaram sabendo do evento pela fanpage do Adus no Facebook, como o casal Vivian Ferreira e Jesiel Júnior. Eles aproveitaram o fim de semana para curtir e conhecer novas culturas. “Eu acho muito bom eventos como esse, porque é uma maneira de integrar os refugiados, que vieram por motivos diversos em busca de residência no Brasil. Ao mesmo tempo em que as pessoas em situação de refúgio estão se integrando à cultura brasileira, eles não perdem o que trouxeram de seus países”, observa Vivian. “Eu vejo que agora, os imigrantes conseguem manter suas tradições e conviver harmoniosamente com as demais, sem abdicar de seus costumes”, completa Júnior.

Presença constante nos eventos realizados pelo Adus, o sírio Anas Obaid, usa as feiras para completar sua renda, vendendo perfumes, artesanatos e tecidos, já que ele tem uma loja na Mooca. Em feirinhas étnicas, como a que ocorreu na SP Escola de Teatro, ele consegue gerar uma boa renda. Obaid, que está há dois anos e dois meses no país, também agradece pela hospitalidade encontrada no Brasil e a oportunidade de reconstruir sua vida. “Brasileiros nos recebem e acolhem muito bem. Eles nos dão a oportunidade para fazermos tudo; negócio, trabalho, moradia. Eu me sinto feliz aqui”, afirma.

 

 

 

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