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Adus inaugura bazar fixo com pratos e artigos típicos de vários países, e exposição especial sobre refugiados

Texto: Igor Férva / Fotos: Antonia Souza e Tânia Campos

O Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado – inaugurou, em 25 de novembro, seu bazar permanente na Galeria Passeio Mooca, localizada no tradicional bairro da zona leste da capital paulista.

O bazar conta com uma variedade de artigos, como roupas e calçados, acessórios, livros, entre outros produtos. Os presentes puderam conferir ainda trabalhos dos refugiados, que foram expostos em alguns estandes. Além disso, puderam aproveitar comidas e trajes típicos de países como Síria, Mali e Senegal.

“Sempre foi nossa ideia ter um bazar fixo. Além da venda dos produtos, queremos também que o espaço seja utilizado para atividades culturais, para que outras pessoas possam expor seus artigos, para que possam usar o local para divulgação de cultura, entre outras ações”, explica Hanah da Silva, coordenadora de eventos do Adus.

Outra atração foi a exposição “Um sonho e um sorriso”, realizada pela jornalista e estudante de relações internacionais Alethea Rodrigues, que também é voluntária do Adus. Alethea viajou em maio deste ano para um campo de refugiados em Atenas, na Grécia, e elaborou um projeto em que 30 crianças escreveram seus sonhos em corações de papel. Além da mensagem, cada coração tinha uma foto da criança e a tradução da mensagem em português. Alethea também narrou sua experiência, que pode ser conferida aqui.

Há três anos no Brasil, o sírio Salim Alnazer participou do bazar vendendo pratos típicos da culinária do seu país e falou da importância de um evento como este para os refugiados. “É importante para mostrarmos a nossa cultura e nosso trabalho para os brasileiros e para mostramos que também temos objetivos”, explica ele.

O bazar chamou a atenção de diversas pessoas, entre elas a japonesa Rina Shimada, que veio estudar no Brasil e descobriu o evento por meio da fan page do Adus no Facebook. Consciente da importância da causa do refúgio, Rina destacou a relevância de ações como essa para os refugiados. “É difícil eles trabalharem em suas atividades em outro país. Essa iniciativa é importante porque serve como oportunidade para as pessoas em situação de refúgio, e também os ajuda com uma integração mais rápida no país”, explica.

O bazar do Adus funciona de terça a sexta e também em todo segundo sábado de cada mês, das 10h às 19h.

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