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ACNUR conclui assistência a deslocados internos em Uganda

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) encerrou sua assistência a cerca de 2 milhões de deslocados internos na Uganda, já que a grande maioria retornou a suas casas. Na semana passada, a organização fechou seu escritório em Gulu, norte de Uganda, após cinco anos assistindo e protegendo as pessoas deslocadas pelo conflito entre o exército ugandês e o Exército de Resistência do Senhor.

“No auge do conflito, em 2005, havia 1.84 milhões de deslocados vivendo em 251 campos espalhados por 11 distritos no norte de Uganda”, disse o porta-voz do ACNUR, William Spindler, a jornalistas em Genebra nesta sexta-feira. Desde 2006, quando as partes envolvidas no conflito assinaram um acordo de cesse de hostilidades, quase todos os deslocados internos retornaram a suas vilas por conta própria.

(Foto: ACNUR)

O ACNUR abriu seu escritório em Gulu, em 2006, com o objetivo de gerenciar os campos e proteger os deslocados internos. Desde então, a agência ajudou 11,6 mil pessoas vulneráveis a retornar a casa ou a se integrar no local onde estavam. “Isso implicou solucionar problemas relacionados à propriedade de terra, construir cabanas e latrinas para pessoas carentes, prover kits básicos com cobertores, itens de cozinha, suprimentos alimentícios, sementes e ferramentas”, disse Spindler. Para facilitar a integração da ampla comunidade retornada, o ACNUR proveu água potável, construiu estradas, escolas, centros de saúde, postos policiais e infraestrutura.

Cerca de 30 mil deslocados ugandenses ainda vivem nos últimos quatro campos, assim como em centros de trânsito e comunidades locais. 247 campos para pessoas deslocadas foram fechados após terem sido limpos e reabilitados para serem entregues aos proprietários originais.

De acordo com o porta-voz da organização, outras ações e intervenções em benefício dos deslocados retornados foram integradas a programas governamentais de desenvolvimento e reconstrução de modo a garantir que a transição entre programas de ajuda humanitária e programas de desenvolvimento seja a mais tranquila possível. Com isso busca-se também manter a sustentabilidade deste movimento de retorno. O ACNUR também repassou seu mandato de proteção à Comissão de Direitos Humanos de Uganda, a qual lida agora com as questões relacionadas a propriedade de terra e dereitos humanos dos deslocados.

Fonte: ACNUR

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