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ACNUR e Líbano trabalham para ajudar milhares que fogem da violência na Síria

BEIRUTE, Líbano, 20 de maio (ACNUR) – O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) está participando das atividades para ajudar milhares de sírios que fugiram da violência em seu país e escaparam para as áreas fronteiriças de Wadi Khaled e Tall Bire, no norte do Líbano.

Líderes locais afirmam que na semana passada 1,4 mil pessoas fugiram de Tall Kalakh, na Síria, para essas regiões – sem contar aquelas que cruzaram a fronteira desde o final de abril. Autoridades locais estimam que cerca de quatro mil sírios tenham fugido para o Líbano recentemente. O número exato ainda não foi confirmado.

(Foto: ACNUR)

Na semana passada, o Primeiro Ministro Saad Hariri solicitou ao Comitê de Ajuda Humanitária do governo libanês (High Relief Committee, em inglês) a supervisão e coordenação da resposta às necessidades humanitárias das pessoas deslocadas no norte do país. O papel pró-ativo das autoridades libanesas para garantir assistência aos recém chegados é encorajador.

Tendo que fugir daquilo que chamaram um forte bombardeio militar na área de Tall Kalakh, muitos dos que cruzaram a fronteira vieram sem nenhum de seus pertences. A maioria encontrou abrigo com parentes ou em casas de família, e alguns estão residindo temporariamente em uma escola em Tall Biri.

O ACNUR participou de várias distribuições de colchões, cobertores e kits alimentares para assistir os recém chegados. Até o momento, foram distribuídos 3,5 mil colchões e 1,6 mil cobertores, além de mais de 500 kits alimentares, os quais foram adaptados para alimentar famílias de quatro pessoas por um mês.

Grande parte das pessoas que cruzou a fronteira nas últimas semanas é constituída por mulheres e crianças. Além das necessidades imediatas de comida, abrigo e assistência médica, essas pessoas precisam também de apoio psicológico e social. Este último está sendo oferecido pelo Ministério de Assuntos Sociais.

O ACNUR está apoiando estes esforços e estabeleceu uma presença direta no norte do país, onde está trabalhando conjuntamente com o Ministério para ter acesso às pessoas e prover os mecanismos de proteção necessários. O ACNUR também está acompanhando diretamente com o governo os preocupantes relatos de indivíduos sendo detidos por entrada ou permanência ilegal ou sendo retornados à Síria.

Fonte: ACNUR

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