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ACNUR se prepara para realocar milhares de refugiados do Mali

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) informou na ultima sexta-feira que juntamente com os governos de Burkina Faso, Mauritânia e Níger, deu início ao planejamento para realocar refugiados do Mali em locais mais seguros, distantes das áreas de fronteira.

“No norte do Níger, tivemos relatos de um número significativo de recém-chegados durante o fim de semana – a maioria proveniente das regiões de Anderboukane e de Menaka no Mali. Até o momento o ACNUR  não confirmou o número total de chegadas ao Níger, mas estima-se que milhares de malianos entraram no país”,  disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, a jornalistas em Genebra.

(Foto: ACNUR)

Funcionários do ACNUR informaram que as pessoas estão vivendo em abrigos improvisados??, submetidos a condições extremas de calor durante o dia e frio à noite. A situação de saúde é relativamente estável, mas há incidências de malária, infecção ocular, diarréia e infecção respiratória. As condições de saneamento e água potável são precárias.

“Profissionais de saúde do ACNUR estão trabalhando com as autoridades sanitárias do Níger e agências médicas já estão no local para coordenar uma resposta”, disse Edwards. Ele acrescentou que a agência de refugiados também está atuando em parceria com o governo do Níger para realocar os refugiados em regiões mais distantes da fronteira.

“Acabamos de identificar um local para criar um acampamento perto de Ouallam, uma cidade a 100 km ao norte de Niamey [capital do Níger] . O campo vai acolher refugiados  que atualmente estão em Sinegodar e Mangaize, na região Tillabery. Alguns refugiados estão relutantes a essa remoção, já que esperam voltar para casa assim que as condições de segurança permitirem”, afirmou Edwards.

Algums refugiados disseram a funcionários do ACNUR que há muitas pessoas deslocadas nas regiões fronteiriças do Mali e que devem cruzar a fronteira para o Níger caso a situação se deteriore no país.

Em Burkina Faso, de acordo com as autoridades, 8 mil pessoas entraram no país até agora, principalmente na região norte. Há muitas mulheres e crianças, e o grupo está sem comida, água e abrigo.

Edwards informou que o governo pediu ajuda ao ACNUR para realocar milhares de refugiados que se encontram em assentamentos espontâneos no norte do país para outros dois locais em Goudebo e Ingani, mais distantes da fronteira.

Aproximadamente 13 mil pessoas chegaram nas últimas duas semanas à Mauritânia – uma média de 1.000 por dia. Os refugiados estão vivendo em abrigos improvisados. Um funcionário de planejamento do ACNUR chegou à fronteira nesta terça-feira e está trabalhando com autoridades mauritanas e organizações não-governamentais para preparar um acampamento em M’Bera, a 50 kms da fronteira.

Neste momento há equipes do ACNUR trabalhando nos três países, onde a assistência é permanente e um plano de registro já está em andamento. Na cidade fronteiriça de Fassala, na Mauritânia, o ACNUR distribuirá para os refugiados alimentos para 15 dias, barracas e outros itens de emergência. Vários vôos que transportavam tendas e artigos de ajuda humanitária chegaram ao aeroporto de Nema  no fim de semana.

Nesta semana, 2.5 mil tendas serão levadas de helicóptero para o Níger, a partir de um estoque do ACNUR em Douala, Camarões. Parte dessa carga, cerca de 500 tendas, seguirá por via terrestre a Burkina Faso. Enquanto isso, um comboio partiu de Accra, no Gana. neste fim de semana com 40 toneladas de ajuda humanitária para os refugiados no Níger e em Burkina Faso.

Fonte: ACNUR

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