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ACNUR transfere refugiados somalis para novos campos

DADAAB, Quênia, 11 de Agosto de 2011 (ACNUR) – Funcionários do ACNUR e organizações parceiras estão finalizando os preparativos para a transferência de famílias somalis refugiadas para uma nova área do complexo de campos de refugiados de Dadaab, no norte do Quênia.

Tendas e infraestrutura estão sendo montadas no campo de Kambioos, com capacidade para 90 mil pessoas, enquanto o ACNUR continua transferindo milhares de pessoas para a nova Extensão de Ifo, a qual recebeu mais de 15 mil refugiados desde o dia 25 de julho.

(Foto: ACNUR)

A criação de um espaço extra foi necessária devido à chegada contínua de refugiados que fogem da seca, da fome e do conflito na Somália. Mais de 70 mil chegaram a Dadaab em junho e julho, aumentando a população local para 440 mil. Aproximadamente 1,5 mil pessoas continuam chegando todos os dias, e muitas se assentaram espontâneamente nos arredores de Ifo, Dagahaley e Hagadera – os três campos centrais que formam o complexo de Dadaab.

“Além de terem necessidade de água e comida, os recém-chegados necessitam urgentemente abrigo apropriado, cuidados médicos e outros serviços básicos”, disse o porta-voz do ACNUR, Adrian Edwards, na sexta-feira em Genebra, enquanto salientava que esse trabalho de expansão também está sendo realizado em uma área do campo de Ifo, conhecido como Ifo 2.

“As tendas já estão sendo montadas e esperamos a chegada das primeiras famílias em breve, priorizando os extremamente vulneráveis”, disse, acrescentando que, embora o ACNUR tenha enviado milhares de tendas para Dadaab, “Nós ainda precisamos urgentemente de mais 45 mil tendas”. A agência para refugiados está pedindo que os doadores continuem enviando ajuda.

No sudeste da Etiópia, a imunização de 18 mil crianças somalis no campo de Kobe, na área de Dollo Ado, teve início nesta quinta-feira em resposta às recentes suspeitas de um surto de sarampo.

A imunização de quatro dias, promovida pela organização Médicos sem Fronteiras (MSF) da Espanha com apoio do governo etíope, deverá ser concluída no domingo e será realizada também em outros três campos na área de Dollo Ado.

Assitentes sociais estão realizando uma intensiva campanha de sensibilização para encorajar as famílias refugiadas a levar seus filhos ao posto de saúde para vacinação. As vacinas foram providenciadas pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), por meio do Ministério da Saúde. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMA) também está apoiando esta iniciativa.

Um rastreamente feito de porta em porta possibilitou a determinação de novos casos suspeitos de sarampo – 93 casos foram identificados nos campos de Dollo Ado, os quais abrigam 120 mil refugiados. Três mortes relacionadas ao sarampo foram oficialmente registradas. Funcionários da saúde continuam enfatizando a necessidade de abordar outras causas de mortalidade nos campos, principalmente aquelas relacionadas a desnutrição, diarréia e infecções no trato respiratório.

Também em Dollo Ado, o ACNUR, em parceria com a Organização Internacional para Migração (OIM) e os Médicos Sem Fronteiras (MSF) da Holanda, continua transferindo refugiados do centro de trânsito para o novo campo de Hilaweyn.

Desde o começo da transferência na semana passada, mais de cinco mil refugiados mudaram para o novo campo. A mudança de 15 mil pessoas para Hilaweyn será concluída em um prazo de 15 dias.

Enquanto isso, a taxa de chegada diária na área de Dollo Ado tem diminuído significativamente para cerca de 200 a 300 refugiados por dia, em comparação aos dois mil que chegavam diariamente em julho. Além dos 120 mil refugiados somalis abrigados nos quatro campos e no centro de trânsito, outros 40 mil se encontram nos campos de Jijiga, no leste da Etiópia.

Na quinta-feira, o segundo dos três vôos humanitários planejados pelo ACNUR, pousou no aeroporto de Mogadíscio. O avião transportava uma carga de 32 toneladas contendo abrigos e itens de socorro para serem distribuídos na capital somali e seus arredores.

Estima-se que 100 mil somalis, movidos por seca, fome e conflito, fugiram para Mogadíscio nos últimos dois meses em busca de alimentos, água, abrigo e proteção. Eles se juntaram a mais de 370 mil pessoas deslocadas internas que se encontram na cidade e que foram forçadas a deixar suas casas antes da atual onda de deslocamento. O ACNUR está se preparando para fornecer assistência para mais de 180 mil pessoas na capital e no centro-sul da Somália até o final do mês.

Fonte: ACNUR

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