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Adus e MAM promovem Feira Étnica com palestras de sensibilização

Texto: Alethea Rodrigues / Foto: Antônia Souza

Em homenagem ao Dia Mundial do Refugiado, o Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado Brasil – promoveu uma série de atividades, entre elas uma Feira Étnica, em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). O evento aconteceu no último dia 24 em frente ao Museu, que fica dentro do Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.

Refugiados vindos da Síria, Togo, Nigéria e Paquistão puderam vender artesanatos, roupas, acessórios e diversos outros produtos típicos dos seus países de origem. É o caso do paquistanês Raheel Shahbaz, que está no Brasil há pouco mais de seis anos. Ele trabalha como professor de inglês, mas sempre que possível participa dos eventos do Adus vendendo quadros pintados por ele mesmo, além de roupas e bijuterias típicas do Paquistão. “Viver no Brasil é muito bom, porém é tudo caro. Essa oportunidade é ótima porque me ajuda a complementar a renda do mês”, contou Raheel, que recentemente conseguiu vaga em uma universidade e atualmente divide o tempo entre trabalho e o sonho de se tornar engenheiro.

Dessa vez, a novidade ficou por conta de duas palestras ministradas por refugiados: Anas Obaid, jornalista sírio, que trabalha no Brasil como perfumista e é vendedor de artesanatos árabe, e Shakiru Olawale Kareem, nigeriano, que estudou marketing e trabalha como professor de inglês. Os dois contaram toda a trajetória, desde que saíram dos seus países de origem, desabafaram sobre as dificuldades encontradas e compartilharam cada conquista no Brasil.

De acordo com Bárbara Jimenez, educadora do setor educativo do Museu, a parceria se encaixou perfeitamente com os princípios do MAM, que defende e apoia a causa do refúgio. “Abrir esse espaço de convivência é algo muito importante, ajuda na divulgação desse tema tão relevante e promove integração entre os refugiados e nossos visitantes. É um evento que vai além de uma homenagem ao Dia Mundial do Refugiado”.

Todos que visitaram o parque durante a tarde de sábado puderam conhecer um pouco mais do trabalho do Adus e assistir às palestras que sensibilizam o público sobre a causa do refúgio.

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