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Adus oferece atendimento de saúde mental a refugiados

Por Kadidja Toure

Projeto conta com parceria do Acnur – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados

Desde o início deste ano, o Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado vem oferecendo mais um serviço que visa facilitar a integração dos refugiados no país: o atendimento de saúde mental.

A coordenadora do programa no Adus é a psicóloga Barbara Costa, que já trabalhou com assuntos ligados à imigração na França e que, assim que retornou ao Brasil, decidiu continuar a oferecer esse tipo de ajuda. “Fui voluntária em um dos projetos do Adus chamado ‘Facilitadores Sociais’, que tinha outro nome na época. Colegas do Instituto me contataram algumas vezes para pedir apoio psicológico para refugiados. Percebendo a demanda, resolvemos criar o projeto de saúde mental com o intuito de prestar atendimento à população em situação de refúgio”, destaca a psicóloga.

Justamente por conta das variadas origens dos atendidos, uma das principais barreiras encontradas ao longo do dia a dia do atendimento é o idioma que, às vezes, também se associa a diferenças culturais. Para lidar com a situação, a equipe é formada por profissionais que atendem em inglês, francês e árabe.

“Nossa equipe é formada por falantes de diversos idiomas, mas isso não significa que sabemos sobre a cultura do outro. Nós damos muita atenção a isso, tomamos cuidado para entender o que nos é trazido antes de fazer qualquer análise ou conclusão. Temos sempre em mente que muitos significados podem ser diferentes em outros países. Algumas culturas consideram que os problemas devem ser resolvidos em família e não aceitam falar com estranhos, principalmente um psicólogo, que carrega alguns estigmas”, diz Bárbara.

Apoio do ACNUR

Este projeto de saúde mental conta com a ajuda do ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), que oferece recursos financeiros, auxilia na divulgação e reconhece a importância do trabalho realizado. “A parceria deles é essencial para o desenvolvimento do projeto. Nós mantemos um diálogo direto com o ACNUR, pensamos em conjunto sobre novas atividades e soluções duradouras para essa população”, finaliza a coordenadora do projeto. 

O atendimento aos refugiados é totalmente gratuito. A equipe envolvida no projeto de saúde mental é composta por seis profissionais, além de estagiários das áreas de psicologia e psiquiatria. Qualquer pessoa ou instituição interessada pelo programa pode entrar em contanto diretamente com o Instituto para dar prosseguimento ao atendimento. Além dos atendimentos individuais, há atividades em grupos, como os exercícios de expressão corporal e os encontros com foco no público feminino.

Mais informações

Adus: Av. São João, 313 – 11º andar, Centro

Telefones: (11) 3225-0439

E-mail: psico@adus.org.br

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