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Adus promove inserção de refugiados no mercado de trabalho por meio de parcerias

Nário Barbosa (Diário do Grande ABC)
Já são mais de 150 empregados em apenas três anos.

Desde sua criação, em 2010, o Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado – vem batalhando pela inserção dos solicitantes de refúgio e refugiados no mercado de trabalho.

Em apenas três anos, mais de 150 novas vagas foram conquistadas, atendendo imigrantes de todos os cantos do mundo. Só em 2013, já são mais de 90 refugiados empregados.

Para realizar mais este feito, o Adus contou com parceiros importantes que se dispuseram a contratar os refugiados oferecendo condições dignas de trabalho.

Um exemplo desta parceria bem sucedida é a Primolar, empresa de móveis localizada em Santo André, ABC Paulista. Nela trabalham refugiados do Mali, Costa do Marfim, Nepal, Guiné Bissau, dentre outros países. Em geral, os refugiados ocupam os cargos de ajudante geral e promotores de venda, recebendo salário fixo e benefícios.

A satisfação com o trabalho dos refugiados é tanta que recentemente a Primolar contratou mais quatro novos funcionários para compor sua equipe. Segundo Tita Caparrós, do departamento de Recursos Humanos da Primolar, “O empenho dos refugiados contagia porque pra eles é importante trabalhar, ter um emprego. E isso motiva os demais funcionários, percebemos melhora no desempenho dos outros também”.

Na ProAço, metalúrgica localizada em Santa Catarina,  trabalham  12 haitianos, todos também regularmente contratados.
Já a parceria com a marcenaria Almudena, localizada em Diadema, São Paulo, é recente, mas também promete render bons frutos. Lá trabalham dois refugiados, contratados no mês de julho deste ano.

Segundo Ana Lucia Terra, que trabalha no RH da Almudena, o proprietário tem intenção de fazer novas contratações: “O dono daqui conhecia outro comerciante que já contratava refugiados e se interessou pela proposta. Conversando com o Marcelo ele não teve dúvidas e trouxe os rapazes para trabalhar conosco e já está animado para fazer novas contratações”.

Marcelo Haydu, diretor executivo do Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado – Brasil – explica que o objetivo da ONG não é apenas dar assistência, mas principalmente oferecer autonomia aos refugiados: “É preciso não apenas fornecer assistência básica e emergencial aos nossos refugiados associados, temos que dar-lhes condições de serem autossuficientes e capazes de reconstruir suas vidas de maneira autônoma e independente”.

A maioria destes refugiados tem capacitação profissional e exercia trabalho remunerado em seu país de origem. O idioma e a dificuldade de conseguir a permissão para ficar no Brasil são as principais causas de desemprego quando chegam ao país.

Apesar destes obstáculos, as contratações, cada vez mais frequentes, provam que a inclusão é possível e principalmente necessária.  O que estes refugiados querem é recomeçar com dignidade e ter um emprego é o primeiro passo: “É importante ter um emprego porque assim sei que vou ficar mais tempo no Brasil, tenho dinheiro para sobreviver com dignidade exercendo um trabalho, sem contar que gosto muito dos novos amigos que faço aqui”, Praman Gurung, refugiado do Nepal, hoje ajudante geral na Primolar.

Com a colaboração de Natália Vale | Foto: Nário Barbosa (Diário do Grande ABC)

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