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Centenas de pessoas fogem da violência para o Sudão do Sul

Centenas de pessoas fugiram para o estado do Alto Nilo no Sudão do Sul e para o oeste da Etiópia para escapar de novos enfrentamentos nas regiões fronteriças entre Sudão e Sudão do Sul.

Na semana passada funcionários do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados registraram 2.287 novas chegadas nos campos de refugiados de  Doro e Jamman, no Alto Nilo elevando para 80 mil o número total de refugiados registrados nessa região.

(Foto: ACNUR)

A porta-voz do ACNUR, Fatoumata Lejeune-Kaba, disse aos jornalistas, em Genebra, que os refugiados estão fugindo do problemático estado de Nilo Azul, no Sudão, para o Sudão do Sul. “Os refugiados dizem que escaparam devido ao medo dos bombardeios e do aumento da violência”, afirma Lejeune-Kaba.

No oeste da Etiópia, os funcionários do ACNUR também estão relatando um constante fluxo de chegadas de refugiados, a maioria proveniente do estado de Nilo Azul. “Estamos trabalhando na criação de um terceiro campo para acomodar o crescete fluxo de sudaneses que fogem para a Etiópia,” disse a porta-voz do ACNUR, acrescentando que “O novo campo está localizado em Bambasi e terá a capacidade de  abrigar até 20 mil refugiados quando for concluído ainda esse mês”.

Desde junho de 2011, um duro conflito entre o Exército Sudanês e o Movimento para a Libertação do Povo do Sudão do Norte (SPLM-North) nos estados de  Kordofão do Sul e Nilo Azul tem levado dezenas de milhares de refugiados sudaneses para Etiópia e Sudão do Sul. O ACNUR espera mais chegadas nesses dois países já que os refugiados relatam que muitas outras comunidades no Nilo Azul estão se mudando.

Enquanto isso, a situação de segurança continua precária nas áreas fronteiriças  entre os estados sul-sudaneses Unidade e Kordafão do Sul. Bombardeios foram reportados no dia 29 de fevereiro ao longo da froteira ocidental do município de Pariang e, três dias antes, na área do Lago Jau. “Estamos extremamente preocupados com a segurança das pessoas que estão no campo de refugiados próximo a Yida, que tem uma população de 16 mil sudaneses,” complementa Lejeune-Kaba.

Em novembro do ano passado uma bomba atingiu Yida, no estado de Unidade. Já no estado do Alto Nilo, o centro de trânsito de refugiados de Elfoj, que abriga 4 mil pessoas,  foi bombardeado em janeiro.

“O ACNUR continua transferindo refugiados das áreas voláteis áreas fronteiriças para campos que estão mais distantes do conflito. Os campos construídos pelo ACNUR fornecem aos seus habitantes comida, água potável, assistência médica, abrigo, além de serviços básicos nas áreas de educação e produção agrícola”, finaliza a porta-voz .

O novo e independente Sudão do Sul abriga mais de 100 mil sudaneses refugiados registrados provenientes de Kordafão do Sul e do Nilo Azul. E, no oeste da Etiópia, foram registradas até o momento mais de 30 mil pessoas, a maioria vinda vinda de Nilo Azul.

By Fatoumata Lejeune-Kaba

Fonte: ACNUR

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