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Chefe do ACNUR visita cidade no sul do Afeganistão e presta condolências aos colegas mortos

O chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), António Guterres, visitou a cidade afegã de Kandahar e prestou condolências aos três colegas mortos no local durante um ataque na semana passada.

Guterres também estendeu suas condolências às famílias dos funcionários, Salah Mohammad, de 39 anos, Abdul Shakoor, de 57, e Nasratallah, de 31 anos. Os três afegãos morreram e outros dois funcionários ficaram feridos no ataque de 31 de outubro ao escritório do ACNUR no país.

(Foto: Acnur)

Ao andar pelo escritório destruído, o Alto Comissário disse: “Estamos diante de uma tragédia para o ACNUR e para nossos colegas mortos e feridos”. Mas acrescentou que a agência para refugiados está “empenhada em continuar ajudando o povo afegão, que precisa de nossa assistência”.

Uma investigação sobre o ataque da semana passada está em curso. O Alto Comissário, em uma viagem de dois dias ao Afeganistão, discutirá problemas de segurança com o Primeiro Vice-Presidente afegão, Mohammad Qasim Fahim.

“O ACNUR tem um mandato estritamente humanitário e não político; a agência está aqui para ajudar os refugiados e os afegãos que estão deslocados internamente”, ressaltou o Alto Comissário.

Em uma mensagem especial para a equipe de Kabul, Guterres também elogiou a coragem e a determinação dos funcionários em Kandahar. “Mesmo nessas circunstâncias tão difíceis não houve interrupção nas operações do ACNUR, e o apoio aos nossos beneficiários foi completamente mantido”, ele disse.

“Todos estão firmemente comprometidos com as funções do ACNUR, em benefício das pessoas das quais cuidamos, e com a preservação dos valores humanitários de independência, imparcialidade e neutralidade”, adicionou Guterres.

O ACNUR trabalha no Afeganistão desde a década de 1980 e atualmente está facilitando o retorno de milhões de refugiados e assistindo aos deslocados à força dentro do Afeganistão. Desde 2002, mais de 5,7 milhões de refugiados afegãos retornaram ao país voluntariamente – vindos principalmente do Irã e Afeganistão. O ACNUR apoiou a repatriação de 4,6 milhões desses refugiados.

Fonte: ACNUR

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