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Explosões em Dadaab aumentam preocupação sobre condições de segurança

Uma explosão ocorreu, na terça-feira, próximo ao mercado do campo de refugiados de Ifo em Dadaab, no Quênia. Não houve vítimas, mas um veículo policial foi danificado. Um dia antes, uma explosão no campo de Hagadera matou uma pessoa e feriu gravemente dois policiais.

Em um comunicado de imprensa divulgado hoje, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) afirmou estar alarmado com a série de recentes incidentes de segurança no complexo de refugiados de Dadaab, no norte do Quênia. Dadaab é o maior campo de refugiados do mundo e abriga mais de 460 mil pessoas.

(Foto: ACNUR)

No total foram quatro incidentes deste tipo em Dadaab desde outubro, quando três trabalhadores humanitários foram raptados. Como resultado, três policiais quenianos foram assassinados e outros quatro ficaram feridos. Agências humanitárias operando em Dadaab também sofreram ameaças. O ACNUR condena esses ataques e pede respeito à paz e à natureza civil dos campos de refugiados.

“Estamos profundamente preocupados com o bem-estar e segurança dos refugiados somalis em Dadaab, cuja grande maioria é composta de mulheres, crianças e idosos”, afirmou António Guterres, o Alto Comissário da ONU para Refugiados. “Pelo bem dos refugiados e daqueles que estão em Dadaab trabalhando para ajudá-los, é fundamental preservar o caráter pacífico e civil dos campos”.

Uma mistura mortal de conflito, perseguição, seca e fome levou 295 mil pessoas a deixar a Somália em 2011. Mais da metade encontrou abrigo nos campos de refugiados de Dadaab, enquanto outros fugiram para Etiópia, Iêmen e Djibouti.

Em Dadaab, a construção de outros locais de acolhida, a entrega de assistência humanitária e o registro de refugiados permaneceram ininterruptos durante todo o ano. Entretanto, desde outubro, o aumento da insegurança comprometeu a capacidade das agências humanitárias de entregar vários serviços, com exceção da assistência emergencial, que consiste basicamente em comida, água e assistência médica. O ACNUR e seus parceiros estão analisando opções que permitam a retomada de todas as operações.

A situação em Dadaab nos últimos meses ficou ainda mais complicada devido à epidemia de cólera, a qual teria tido inicio entre os recém chegados, que a adquiriram na Somália ou no caminho para Dadaab. Embora a epidemia esteja mais controlada agora, foram registrados 897 casos desde agosto, resultando em três mortes. A piora de segurança, as chuvas e as enchentes também comprometeram o transporte de água para as diversas partes do campo.

A Somália continua vivendo uma das piores crises humanitárias do mundo. Mais de 950 mil somalis vivem como refugiados em países vizinhos enquanto outros 1.46 milhões são deslocados internos.

Fonte: ACNUR

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