Brasileira e refugiados congoleses criam marca social no Quênia
30 de março de 2016
Colombiano ensina prato típico na 4ª edição do curso Sabores & Lembranças
31 de março de 2016
Mostrar tudo

Fitoon trabalha sem parar para educar suas filhas

“A vida aqui não é fácil, mas os brasileiros são receptivos e abertos a ajudar”

Além da loja, Fitoon participa de eventos para reforçar a renda da família

Fitoon Assi está há dois anos no Brasil com seu marido e duas filhas. Desde o começo da guerra, em 2011, ela e seu marido se preocupavam com o futuro de sua família. “Nós tivemos que largar tudo. Sabíamos que não teríamos uma vida normal lá”, lamenta.

E foi quando teve que largar seu emprego em um laboratório de análises clínicas em Damasco, capital da Síria.

No Brasil Fitoon teve que se adaptar para ajudar nas tarefas e despesas da casa. Todos os dias, sete vezes por semana, ela vai até a avenida Paulista, onde aluga um box em um outlet, para vender produtos artesanais e feitos de couro.

Preocupada com o futuro e a educação das meninas, Fitoon conta: “Eu achei uma escola Islâmica para as minhas filhas, então posso trabalhar e ajudar nas contas da casa. O Brasil é um país caro e muito diferente. A vida não é fácil, mas os brasileiros são receptivos e sempre abertos a ajudar”, conta em um bom português.

Fitoon já participou de vários bazares do Adus, além de outros eventos do Instituto. Nos dias 9 e 10 de abril ela estará no CaosArte, evento que será realizado no Memorial da América Latina.

Texto: Eloá Vital / Foto: Eva Bella

Textos relacionados:
“Eu imaginava esta terra como um sonho. Sempre gostei daqui”

Conheça Jeni, a angolana que é sinônimo de coragem

Contadora batalha na cozinha para reforçar a renda de casa

No mês da mulher, conheça a história da jovem Aziza

Uma parada inesperada: a vida de Temitope Komolafe

Comments are closed.