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Novos deslocamentos no Pacífico colombiano

BOGOTÁ, Colômbia, 15 de março (ACNUR) – Mais de 800 pessoas foram deslocadas nos últimos dias na zona do rio Anchicayá para a cidade de Buenaventura, principal porto do Pacífico colombiano, no departamento do Valle de Cauca.

Os deslocamentos de comunidades afro-descendentes da periferia de Aguas Clara, Sabaletas, Llano Bajo, Guaimia, Limones e San Marcos, na chamada “Zona Carreteable” do rio Anchicayá, foram produzidos pelo agravamento da situação de segurança na região. O assassinato de um morador de Aguas Clara, no dia 28 de fevereiro, por um grupo armado ilegal na frente de vários passageiros de um transporte coletivo representou o ponto alto da violência.

(Foto: ACNUR)

As comunidades começaram a se deslocar nos primeiros dias de março e o medo aumentou ainda mais depois que cadáveres foram encontrados flutuando em um rio alguns dias depois.

A prefeitura de Buenaventura registrou 789 pessoas deslocadas até o dia 11 de março, entre elas 370 crianças e 46 idosos. Entretanto, outras 62 famílias, provenientes da periferia de Llano Bajo, chegaram ao porto ontem.

As autoridades locais chamaram a atenção para o aumento de atividades ilegais de mineração na região e para o interesse dos grupos armados irregulares em controlar esta atividade e as pessoas que atuam no ramo.

O ACNUR visitará a área nos próximos dias para colher informação em primeira mão, em conjunto com representantes do Ministério Público e de organizações não governamentais.

Por outro lado, o ACNUR também recebeu informações sobre o risco de deslocamento de populações na zona do rio Cajambre, também no município de Buenaventura. Alí, a líder do Conselho Comunitário da Bacia do Rio Calambre, Ana Julia Rentería, e seu esposo estão desaparecidos desde o dia dois de março, aparentemente devido à ação de grupos armados ilegais relacionados à mineração ilegal.

O ACNUR alertou os organismos humanitários sobre estes acontecimentos e espera verificar a situação em poucos dias.

Os acontecimentos no departamento do Valle del Cauca se somam aos ocorridos recentemente no departamento de Chocó, também na costa do Pacífico, onde mais de 200 membros da comunidade indígena Embera, do município de Baudó, foram deslocados para as margens do rio Pavasa devido ao assédio de outro grupo armado ilegal.

Em todos os casos mencionados (rio Anchicayá, rio Cajambre e Bajo Baudó) a resposta de emergência por parte das autoridades nacionais e locais tem sido rápida. O ACNUR continua monitorando a situação e identificando as populações em risco.

Fonte: ACNUR

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