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Refugiados relatam como é a vida dos filhos no Brasil

A escola pode ser o melhor exemplo para avaliar a adaptação das crianças no novo país

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Encontrar crianças em atividades promovidas pelo Adus não é algo complicado. É possível vê-las apreensivas por entrarem pela primeira vez na piscina em uma festa junina, tentando fazer um gol no Museu do Futebol, vibrando na Copa dos Refugiados, assistindo a uma peça de teatro ou eufóricas para ganharem presentes na comemoração pelo Dia das Crianças.

O jeito animado demonstra que elas se adaptam bem em um país que pode apresentar grandes diferenças culturais em relação ao de origem.

“Os meus filhos são felizes aqui no Brasil”, diz Bashar. Ele veio da Síria há seis meses com a esposa Shahrazad e os dois filhos, um menino de sete anos e uma menina de três anos de idade. O casal conta que o primogênito já está na escola e a caçula vai para a creche. Elas nunca tiveram problemas com outras crianças, aprendem português onde estudam e recebem muito apoio das professoras. Bashar ainda diz que não teve nenhum empecilho para matricular os filhos, pois a apresentação do RNE (Registro Nacional de Estrangeiros) foi o suficiente.

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A congolesa M* não usufruiu da mesma sorte ao tentar colocar a filha de 4 anos de idade na escola. “Foi difícil consegui vaga, porque a escola não reconhecia o protocolo de refúgio”, relata. O protocolo é um documento que garante direitos ao solicitante de refúgio em todo território brasileiro, com ele é possível ter acesso a serviços públicos de saúde, educação e assistência social. Atualmente, a filha de M está estudando e possui um ótimo relacionamento na escola.

*O nome foi ocultado a pedido da entrevistada.

Texto: Priscila Pacheco / Fotos: Eva Bella e Carolina Nakamura

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