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Refugiados sírios vivem em situação precária na fronteira com a Turquia

Um protesto de professores reclama da falta estrutura para atender tantas crianças que chegaram. Também faltam leitos nos hospitais.

Veio da ONU um novo alerta sobre as consequências dramáticas da guerra civil na Síria. É cada vez maior o número de civis que precisam de comida. A fome já atinge 1,5 milhão de pessoas. O Bom Dia Brasil viu de perto a situação precária dos refugiados na fronteira com a Turquia.

(Foto: G1)

Uma vida jogada no chão. Uma carona e começam a descarregar uma mala atrás da outra, sacolas. Tem de tudo, até pão.

As malas de um rapaz, tudo o que ele pode trazer da Síria, agora em solo turco. Outro país, com idioma diferente, longe de família, amigos, e sem trabalho.

Em um posto de fronteira, muitos sírios, todo dia, enfrentam essa situação. E têm que providenciar um futuro, para ele e, muitas vezes, para toda uma família.

Os primeiros sírios a fugir, ainda no ano passado, foram para a Turquia, principalmente para a região de Antakya, capital da província de Hatay, que durante séculos foi bem mais árabe. Só em 1939 ela foi anexada pela Turquia, e por isso é nela que os sírios se sentem, digamos assim, um pouco menos desconfortáveis.

Embora conforto seja algo que não se possa falar em campos de refugiados. É gente demais e privacidade de menos. Sem trabalho, sem dinheiro, os sírios reclamam desse terrível dia a dia. Embora reconheçam que pelo menos estão seguros.

Na cidade, os sírios que têm dinheiro ou parentes se misturam com os turcos, mas, como todo lugar, existem problemas. Um protesto de professores reclama da falta estrutura para atender tantas crianças que chegaram. Faltam leitos nos hospitais. Já são 18 meses de conflito na Síria.

Em comum, apenas a religião. E as preces para que o som da oração fale mais alto que o dos conflitos.

Fonte: G1

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