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Teatro une nações e encanta

Refugiados tiveram a oportunidade de treinar o português na peça A Madrinha Embriagada

Refugiados aprovaram a peça A madrinha Embriagada, encenada no teatro Sesi-SP

Em junho, os alunos das aulas de português do Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado-Brasil) foram ao teatro, uma aula diferente do habitual. A maioria dos 20 refugiados estava assistindo uma peça no Brasil pela primeira vez, alguns nem mesmo tinham ido ao teatro no país de origem. O objetivo, além de colocar em prática aquilo que aprendem em sala de aula, também é a inclusão social e a interação entre os povos.

A peça era o musical A Madrinha Embriagada, de Miguel Falabella. A narrativa é de um fã de musicais, em especial esse dos anos 1920, que se passa em uma das avenidas mais famosas da cidade, a Paulista. Justamente onde se reuniram para assistir no Sesi-SP.

O casamento entre a estrela Jane Valadão e o empresário Roberto Marcos, além da embriagada madrinha, provocaram muita risada no público, até mesmo naqueles que estavam há poucos meses no Brasil. Sameh Alhosni veio há 5 meses da Síria e disse que já conseguiu entender praticamente tudo da peça e uma das partes que mais gostou foi quando o mordomo tenta falar árabe. A gargalhada foi solta entre os sírios da plateia.

Dady Simon, do Haiti, descreveu a peça como “Incrível”. Ele chegou ao Brasil há 8 meses e já fala muito bem o português, inclusive dá aulas de francês para brasileiros. Duas horas de espetáculo e se engana quem pensa que eles estavam cansados, queriam assistir de novo.

Marcelo Haydu, presidente do Adus disse que se surpreendeu, porque musicais são desafiadores para quem não domina o português. “É muito boa essa parceria, o Afroreggae dá ingressos de teatro a algumas ONGs aqui de São Paulo e isso é uma experiência enriquecedora para os estrangeiros”.

Dana, da Síria, se encantou: “Estudei literatura inglesa e li muitas peças de Shakespeare, mas nunca tinha ido assistir a uma peça. Fiquei encantada. Teatro é muito melhor do que cinema!”. A arte também conquistou a congolesa Mammie: “A magia do teatro nos transporta para um mundo perfeito de fantasia e acabamos, por alguns momentos, nos esquecendo da difícil realidade”.

Texto e foto: Jéssica Cruz

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