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UE envia missões à Costa do Marfim para avaliar necessidades

A União Europeia (UE) enviou analistas à Costa do Marfim para que avaliem as necessidades humanitárias da população, que sofre as consequências da crise política no país desde o pleito presidencial de outubro.

Concretamente, quatro técnicos do Escritório de Ajuda Humanitária da Comissão Europeia (ECHO), especializados em tornar potável a água, viajaram nesta quinta-feira ao oeste do país.

Além disso, no próximo sábado irão a Abidjan outros quatro analistas que se centrarão nas necessidades de fornecimento de alimentos à população.

Segundo a UE, atualmente ocorre na Costa do Marfim “um grande desastre humanitário”, com milhares de deslocados, dos quais preocupam especialmente os que se transferiram ao norte da Libéria, já que sua estadia nessa área de longo prazo pode “desestabilizar” o país.

A Comissão Europeia atribuiu por enquanto 30 milhões de euros em ajuda humanitária mais urgente (dos quais 13 milhões de euros são para os refugiados), enquanto os estados-membros outorgaram outros 26 milhões de euros.

O trabalho humanitário se soma ao dos responsáveis comunitários de ajuda para o desenvolvimento, uma atividade para a qual o comissário europeu de Desenvolvimento, Andris Piebalgs, anunciou nesta semana uma contribuição de 180 milhões de euros que serão investidos em colaboração com as autoridades marfinenses, e que buscam afiançar a estabilização do país.

A instauração da ordem é um “requisito” para iniciar a colaboração nesse assunto, da mesma forma que o estabelecimento do sistema bancário marfinense, indicou um alto funcionário europeu.

Embora algumas atividades de ajuda ao desenvolvimento tenham sido suspensas por razões de segurança durante a crise, assinalou que têm continuidade o financiamento as ONGs que atuam na região para seguirem desenvolvendo os projetos.

O Serviço de Ação Exterior Europeu (SEAE) espera ter condições de enviar no início da semana que vem, quando tiverem certeza que será “seguro e eficaz fazê-lo”, uma missão técnica.

As fontes europeias lembraram que o presidente eleito marfinense, Alassane Ouattara, se comprometeu com a aplicação da justiça, a reconciliação do povo e a reconstrução do país.

“Em tudo isso podemos dar um apoio ativo”, assinalaram.

Precisaram que, após a detenção do presidente em fim de mandato, Laurent Gbagbo, já foi registrada relativa “calma” em Abidjan e que em seus arredores também não se detectaram “significativos” atos de violência.

Além disso, apontaram que a UE levantou algumas sanções econômicas para que a Costa do Marfim possa seguir exportando cacau e recebendo o dinheiro que precisa para voltar à normalidade.

Fonte: Exame

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