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Uma parada inesperada: a vida de Temitope Komolafe

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Temi em ação no Bazar Mulheres & Refúgio do Adus

Quem convive com a contagiante alegria da nigeriana Temitope Komolafe nem imagina todas as dificuldades que ela já enfrentou. Temi, como gosta de ser chamada, está no Brasil há um ano e meio. Ela saiu da Nigéria tendo como destino Trinidad e Tobago, mas uma escala no Brasil a impediu de seguir viagem.

Temi perdeu a mala com todos os documentos e dinheiro, e, grávida de sete meses, foi aconselhada a não viajar devido à pressão alta. “Fiquei desesperada. Não falava nenhuma palavra em português. Graças a Deus fui acolhida por brasileiros que falavam inglês. Eles me levaram a um hospital e me ajudaram a encontrar um abrigo”, contou.

Assim como muitos refugiados, Temi cursou o nível superior e trabalhava com contabilidade em seu país, mas aqui precisou recomeçar do zero. Quando o filho Isaac nasceu, ele teve pneumonia e necessitou de cuidados especiais. Sem poder trabalhar para cuidar do pequeno, Temi recebia ajuda do marido que ficou na Nigéria.

Foi só depois de seis meses que o seu marido conseguiu chegar ao Brasil. Por conta de sua formação em administração de empresas e por falar inglês fluente, conseguiu uma oportunidade de emprego. A família alugou uma casa em Diadema, no ABC Paulista, e hoje está tentando ganhar a vida no Brasil.

Temi participou do Bazar Mulheres & Refúgio do Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado -, e mostrou uma de suas habilidades: os turbantes. As mulheres que visitaram o local tiveram a oportunidade de sair de lá com lindos modelos, além de conhecer mais sobre a cultura africana.

Empolgada, Temi pretende seguir nesse ramo e trabalhar com turbantes na região onde vive. “Percebi que posso trabalhar sozinha. Quero conseguir um espaço para poder mostrar o meu talento, ajudar no sustento da minha família e ter uma vida ainda mais feliz no Brasil”, sonha Temi.

Texto: Alethea Rodrigues / Edição de texto: Jéssica Cruz / Foto: Alessandra Silva

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